segunda-feira, setembro 17, 2007

O HORROR! O HORROR!

Para aqueles que acham que os cineastas brasileiros são incapazes de fazer um bom filme de terror, aí vai um fato aterrador: estreou nos cinemas o documentário Pedrinha de Aruanda. É sobre Maria Bethânia. São 60 minutos de músicas e depoimentos. É um exercício radical de interatividade: um filme de horror em que até o espectador é torturado. Eu me borro de medo só de pensar.

Dei uma passada em frente aos cinemas que exibem o filme. Precisava saber quem são os panacas que vão ver uma coisa dessas. Pedrinha de Aruanda está passando em alguns daqueles cineclubes especializados em masoquismo cinematográficos: passam filmes afegãos e mostras de cinema polonês da década de 30. Mas também está sendo exibido em alguns shoppings. Nada como comer um Big Mack e depois vomitar no cinema.

Não havia fila para ver o filme. Mas as (poucas) pessoas dispostas a ver Pedrinha de Aruanda tinham aquele perfil estilo Só-me-alimento-de-comida-macrobiótica-e-acho-Lenine-um-poeta!” Se alguém for ver o filme em uma noite de sábado é porque está socialmente falido.

É o segundo documentário sobre a maninha do Caetano que vejo estrear em pouco tempo. Logo, calculo que falta assunto para os cineastas. Ou o Gil, que é chegado da nariguda, anda facilitando a bufunfa. Aposto que seu eu propor um filme sobre o calcanhar da Gal Gosta eu descolo uma grana.

Zé do Caixão deve estar morrendo de raiva.

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13 Comments:

Blogger Fábio Mayer said...

Caramba!

Imagino o que vc vai dizer no dia em que lançarem a cine-biografia da Preta Gil!

segunda-feira, setembro 17, 2007  
Anonymous Patrícia Valiño said...

Existe uma sub-raça, produto combinado da excessiva exposição às diferentes formas de radiação inventadas pela humanidade, que reage de forma peculiar aos diferentes estímulos da vida. Ok, com essa introdução poderíamos definir aqui vários grupos, como surfistas, pagodeiros, skatistas, emos, etc, etc... Mas estou me referindo específicamente ao subgrupo dos ALUNOS DE FACULDADE DE CINEMA (AFC´s). Os AFC´s são indivíduos que, fascinados pela sétima arte, são ingenuamente levados a procurar o curso superior de cinema, um ambiente insalubre e nefasto, onde diariamente sofrerão abusos, como o constante assédio moral a respeito do gosto pessoal para filmes. Todos os dias, AFC´s inocentes ouvem de seus mestres e colegas avançados expressões como "-se você não gosta de cinema alemão, você é a escória do mundo!", "-junte-se a nós na adoração do cinema não comercial, elevado, puro e belo!"... Tudo isto tem duas finalidades, meu caro: 1 - continuar a produção deste tipo de "arte", e 2 - gerar público para assistí-la.
Não sei se essa é a verdade, mas acho que é uma explicação legal para a pergunta "-Como é que tem gente que vê isso???"

segunda-feira, setembro 17, 2007  
Blogger Flávio Sartori said...

Porra Walter,
Concordo com vc. Hoje no Brasil, falar mal de Bethania, Gil, Caetano parece sacrilegio. EU ODEIO CAETANO E BETHANIA!!!. Uma musica mais porre que a outra, letras sem nexo e agora o filme. Caralho ninguem merece.
Mas pode ter certeza, rolou uma grana do BNDES para fazer esta maravilha cinematografica.

segunda-feira, setembro 17, 2007  
Blogger SM said...

Deviam fazer um chamado "Morena de Angola", sobre a Amelinha, porque aquela pergunta "canelar" ainda me atormenta: "Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela?"

segunda-feira, setembro 17, 2007  
Blogger David said...

Vou assistir. Estou com intestino preso mesmo. Quem sabe solta?

segunda-feira, setembro 17, 2007  
Blogger Serjão said...

Só vejo se for pirata; mas será que vão piratear isso? Sei lá. Tem gosto para tudo

segunda-feira, setembro 17, 2007  
Blogger Dr. Banner said...

É em momentos assim que dou graças a deus por ainda não fazermos sequências de filmes.

terça-feira, setembro 18, 2007  
Blogger Mário said...

Eis aí o emprego do dinheiro público. Aposto que tem o patrocínio da Petrobrás e do Banco do Brasil...hehehe

terça-feira, setembro 18, 2007  
Blogger Marcelo Salomão said...

Uma vez, quando eu era criança, eu tive um sonho erótico com a Bethania.
Mas meu pai acabou sabendo e bateu em mim até eu ficar do avesso.
Por sorte eu sarei e nunca mais tive esses problemas.

Obrigado papai.

terça-feira, setembro 18, 2007  
Anonymous flavinha said...

60 minutos? e cobram entrada integral desse troço? sacanagem!

quarta-feira, setembro 19, 2007  
Anonymous gilson said...

o problema da lei de incentivo a cultura é a forma de captação de dinheiro. O cara consegue a aprovação para captar dinheiro de depois tem que bater na porta das empresas para convencer a galera da empresa a jogar a grana no projeto. Ou seja, a Petrobras tem que concordar em colocar o logotipo dela no filme. Se o dinheiro. Existem grandes idéias que não são filmadas porque as empresas não querem financiar idéias muito radicais, ou associar seus nomes a projetos fora do comum. O cinema brasileiro só vai se tornar viável quando ele adquirir qualidade. E não digo apenas qualidade artística, mas a qualidade de entretenimento. Cinema também é diversão e não apenas histórias sobre o sofrimento do povo nordestino ou de alguma minoria. Mas, não se preocupem. O filme da Bruna Surfistinha vai ter mais de 3 milhões de reais do nosso bolso. Isso me deixa muito feliz.

quarta-feira, setembro 19, 2007  
Blogger Ricardo Rayol said...

Dizer o que? uma resenha fenomenal.

quarta-feira, setembro 19, 2007  
Blogger Mônika Mayer said...

Bem, se vc tá comentando, é porque assistiu. Cara!!! Vc devia estar num dia péssimo, prá assistir esse troço!!!!

Cuidado. Ouvir Betânia, Djavan,Lenine e Caetano faz muito mal à saúde... mental!

Excelente blog!

domingo, setembro 30, 2007  

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