sexta-feira, março 30, 2007

VOCÊ JÁ FOI A UM KARAOKÊ?

Uma das maiores conquistas da humanidade é o desenvolvimento do senso do ridículo. Isso nos diferencia (um pouco) dos seres irracionais. O cachorro, por exemplo, corre atrás do rabo e acha lindo.O problema é que tem uma coisa chamada "karaokê". Sempre que eu começo a adquirir otimismo pela raça humana pinta um convite para uma festa em um karaokê. E aí eu vejo um sub-Ed-Motta-cover tentando cantar “Lança Perfume” da Rita Lee. Nesse momento eu passo a valorizar mais os cachorros.

O karaokê é o resort onde o bom senso coloca o chinelo e desencana. Nunca vi um karaokê com uma seleção muito decente de músicas. Geralmente são 50 opções da Ivete Sangalo, 60 do Bruno e Marrone e, vá lá, só umas 2 do Adoniran Barbosa. Adivinha quais serão as escolhidas? E tem um agravante: álcool e cantoria não produzem um bom casamento, a não ser que o seu nome seja Frank Sinatra ou Dean Martin.

Existem 3 tipos de freqüentadores de karaokê:

-Os “sem medo” - são os profissionais. Vão para dar show, humilhar os outros e cantar de olhos fechados por razões proctológicas: “Sei lá, 'New Yor, New York' me toca lá no fundo, sabe?”

-Os “sem vergonha” - são os que sobem ao palco bêbados e em grupo. Tem sempre um com a gravata na testa e outro que confunde o copo de chopp com o microfone. O vômito é parte do “bis”.

-Os “sem noção” - são os que não percebem que nasceram para ficar de cordas vocais inertes. Não têm noção da própria desafinação e mau gosto - “Uau! Aqui tem Ângela Rô Rô!” . E não percebem o sofrimento provocado na platéia. A gente aplaude por piedade. O pior é que eles agradecem. E voltam ao palco.

Quando vou a um karaokê eu começo a invejar os animais que embutem um senso prático nas suas cantorias. Por exemplo, tem algumas espécies que só cantam em época de acasalamento. Penso também em outra invenção japonesa: o harakiri. Os karaokês deveriam fornecer espadas de samurai na entrada. Doeria menos.

Mas não recuso convites para ir a um karaokê. É sempre reconfortante descobrir que tem cantor pior que o Fagner.

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15 Comments:

Blogger talvez? said...

Euuuuuuu sou os do sem vergonhas, sei lá, eu odeio karaoke, mas nao nego uma festa que tenha um, mas depois de muito alcool fico submisso a fazer diversas coisas, principalmente, cantar no karaoke. ^^ duihqlnnwquisdhas se tivesse umas musiquinhas legais pelo menos =\ eu curto cantar e dançar é o tchan no hawaii AUDQWOHUQHIUDQHUOHQDWQ bebado é foda.

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger Serjão said...

Ainda existe isso???

Eu pensei que a Vililãncia sanitária tivesse fechado todos.
Mas o mais engraçado é o sujeito metido a profissional. O cara sobe todo sério e só falta pedir: "Dó maior, maestro".

Abraços

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger Mulher que Escreve said...

Como assim? Fagner deveria ganhar destaque em todos os Karaokês do mundo! Caso isso fosse realidade, pode ser que as pessoas abandonassem de vez os "PAGODES" tipo dor de cotovelo!!!

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger Daniel F. Silva said...

E o pior é que nenhum Karaokê (ou Videokê, sei lá) tem o Hino Nacional Brasileiro ou um mísero samba-enredo (mesmo aqueles de 1988 pra trás). A grande maioria é de bombas musicais!!! O Karaokê e seus pseudocantores se merecem, mesmo.

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger Blog do Beagle said...

Walter, sou obrigada a concordar com vc. Só se diverte no karaoke o chato que está com o microfone na mão e não ouve a própria voz! Bjkª. Elza

sexta-feira, março 30, 2007  
Blogger Yue said...

cara voce melhorou o meu dia huahuahuahua serio mto ilario

Os karaokês deveriam fornecer espadas de samurai na entrada. Doeria menos.

huahuahua concerteza concordo hj eu me arrumando para ir para facul minha mae numa tentativa frustada de achar algo q preste na tv a tarde eis q ela para em um canal estilo programa de fofoca coisa mto ultil para o ser humano...sim sim o q seria da minha vida se eu nao soubesse o q se passa com cicrano ou beltrano pois bem eis q me lembro de vossa pessoa, eles estavam falando sobre *adivinha* preta gil e seu suposto namoro ok ok e pasmem a noticia era a seguinte PRETA GIL PERDE 5 KILOS E FAZ COMPRAR NOS EUA

nossa incrivel isso...mto mesmo...mudou a minha vida de um jeito incrivel...

sábado, março 31, 2007  
Blogger david said...

Eu amo karaokê. Tem coisa melhor que você induzir seu chefe a marcar a reunião de fim de ano em um deses antros? Principalmente se você tem desculpa para não ir? É a glória!

sábado, março 31, 2007  
Blogger Ricardo Rayol said...

Já vi coisas bizarras em karaokês mas achava que essa "diversão" estava extinta ahahahahaha

sábado, março 31, 2007  
Anonymous keikas said...

hhaha...descobri que sou o "SEm Noção" kkkkkkkkkkkkkkkk
bjka

sábado, março 31, 2007  
Blogger Saúvo Carrapatoso said...

Também é extremamente reconfortante constatar que há, neste mundo, coisas piores que o Calypso e a Celine Dion. Mas sempre é bom levar um tapador de ouvidos, só pra garantir a sua integridade auditiva.

domingo, abril 01, 2007  
Anonymous Patrícia Valiño said...

Ah só Walter, gosto muito do teu blog cara, mas vc deu uma vaciladinha. Digo isso pq sou uma especialista em karaokê. Não, não é em cantar não. É em observar. Explico: moro no segundo andar e de cara para o salão de festas de um desses prédios enormes (tem 2 blocos de 13 andares com 8 aptos. em cada!...) E adivinha? Todo mundo é pobre e faz festinha de karaokê na porra do play. (Imagine como isso me faz feliz.) Então posso te dizer com segurança que você errou nos seguintes quesitos:

1 - REPERTÓRIO: é mais variado. TEM que ter "Pais e Filhos" do Legião Urbana, "Eu perguntava do u wanna dance"(essa tb tocada pelo DJ no fim da festa), Sandy e Jr, Kelly Key e MPBs diversas pros bebuns deprê.

2 - PÚBLICO: quem curte mesmo são as menininhas histéricas que acham que um dia vão ser spice girls (faixa etária entre 10 a 14 anos). Na verdade elas cantam até depois da festa acabar, e se o aparelho alugado não for levado logo embora, elas voltam no dia seguinte. E às vezes elas ligam só os microfones sem música e cantam funk.

3 - DIGNIDADE: cães são definitivamente muito superiores a participantes de festinhas de karaokê. Mesmo quando perseguem seus rabos. Ou mesmo quando passam o dia todo lambendo suas "partes".

Enfim, espero ter colaborado um porquinho com esclarecimentos sobre mais essa boçalidade cultural da vida cotidiana. Às ordens! (Dando pitaco mesmo quando não for solicitada!)

domingo, abril 01, 2007  
Blogger Fernando said...

Nunca fui a um karaoke, entao essa vai passar batido...snif...snif...
O importante é ter saude.

huiahiuahuiaa abraçao walter

domingo, abril 01, 2007  
Anonymous Carolina said...

Oi Walter! Faz tempo que leio seu blog mas nunca fiz nenhum comentário.
Eu adoro e me divirto muito lendo!!!
Acho você ótimo!!!!
Eu também deteeeeesto karaokê e não pretendo entrar em discussões a respeito do assunto! Cada um na sua e cada um com seu cada um!!!! HE HE HE!!! E também cada um com seu direito de falar o que quiser no seu próprio blog!

abraços

segunda-feira, abril 02, 2007  
Blogger mercedes poison said...

Walter, nunca tive o desprazer de ir numa festa com karaokê ou videokê. E prtendo morrer sem pisar em uma.
Mas gostei mto da lembrança do harakiri,td a ver com o "contexto karaokê da coisa". Qts menos idiotas no mundo, melhor. Bj.

segunda-feira, abril 02, 2007  
Blogger Blogildo said...

E os "duets" no Karaoké? O Ocidente não tem salvação mesmo!

quinta-feira, abril 05, 2007  

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